O Credit Suisse/First Boston (CSFB) é uma das dez maiores instituições bancárias do mundo para clientes pessoa física. Com uma equipe de 8.500 funcionários, o CSFB gerencia um total aproximado de US$240 bilhões em ativos.
De acordo com a preferência do cliente, os valores são gerenciados por gerentes de ativos internos ou independentes. A missão deles é uma só: utilizar os valores a eles confiados da melhor forma possível. E num segmento extremamente competitivo.
Até recentemente, os gerentes externos conduziam todas as operações e transações do banco via um serviço on-line oferecido pela infra-estrutura de TI do CSFB. As aplicações eram executadas via sistema legado. Mas com o surgimento da Internet e da interfaces gráficas, as expectativas dos usuários mudaram. As convencionais telas do 3270 eram funcionais, mas o CSFB queria facilitar a utilização e haviam outras questões.
O treinamento exigia um artigo de luxo: tempo
As aplicações do CSFB eram executadas em vários mainframes IBM® S/390® localizados em dois centros de processamento de dados. Ofereciam informações detalhadas sobre o portfólio e transações bancárias; cálculos sobre investimentos, um sistema de gerenciamento de caixa para as transações em dinheiro, balanços, transações em moeda estrangeira e operações de money-market, informações sobre o mercado, cotações com histórico de preços de diferentes moedas e ainda cuidavam dos pagamentos. Tudo isso precisava de uma longo treinamento e informações antes que os gerentes pudessem usar as aplicações.
O CSFB queria modernizar o sistema e facilitar sua utilização pelos gerentes externos. “A funcionalidade das nossas aplicações é considerada excelente. Mas não podemos ficar satisfeitos só com isso. Nossa meta é obter maior vantagem competitiva pela praticidade das operações”, explica Stefan Giacomuzzi, gerente de projeto de TI do banco.
O projeto de ETI começou com a ajuda da Attachmate
O CSFB iniciou um projeto para a criação de novas aplicações front-end mais ágeis, intuitivas e práticas. Com o nome de ETI (Electronic Tool for Independent Asset Managers), o projeto começou agregando a funcionalidade de transferência interna de fundos para permitir que os gerentes externos executassem transações sem a necessidade de entrar em contato com os representantes de atendimento ao cliente, uma grande vantagem competitiva. Outras novas funcionalidades, como as transações coletivas, visavam agilizar o trabalho dos gerentes externos.
O banco designou um grupo para implementar o ETI em conjunto com a equipe da Attachmate Consulting Services, IT-Works e desenvolvedores internos. O CSFB selecionou a Attachmate por seus prazos curtos, integração da funcionalidade de transferência de fundos e por oferecer uma flexível arquitetura em três camadas (cliente-servidor-legado) com a opção de subseqüente portabilidade para ambiente Java™.
Novo front-end moderniza a gerência de ativos
Usando produtos para integração de mainframe da Attachmate os forms do mainframe 3270 estão prontos para transferência eletrônica de informações e transferência interna de fundos. “Aqui nós usamos principalmente uma arquitetura de serviço (CORBA e MQ-Series) para acesso ao legado, em vez do data stream do 3270 data, para melhorar ainda mais o desempenho e as opções de funcionalidades”, explicou Giacomuzzi. No mainframe todas as aplicações e transações permanecem inalteradas. O servidor web apenas verifica as aplicações cliente e atualiza a página sempre que necessário. Uma arquitetura de segurança para várias páginas é implantada em todos os sistemas para proteção contra abusos. A execução do projeto foi simplificada porque a aplicação no mainframe já abrangia grande parte do escopo da função.
Retorno rápido = sucesso
A aplicação foi muito bem aceita pelos usuários que participaram dos testes. O tempo de treinamento das 36 funções disponíveis, algumas delas bastante sofisticadas, caiu para menos de um dia. Além disso, o aumento de análises de viabilidade e processos predefinidos na interface de usuário reduziu o número de erros. A versão teste apresentou uma melhoria tão radical com relação ao antigo serviço on-line que os usuários não querem voltar para o sistema antigo. Internamente o banco espera reduzir sua carga de serviço, com menos pedidos e solicitações feitos via telefone.
“Devido ao ritmo dinâmico da era da Internet, uma implementação ágil é a melhor saída. O planejamento de um projeto mais longo poderia correr o risco de não acompanhar o ritmo dos novos avanços da tecnologia”, comenta Peter Clavadetscher, gerente de projetos. Com a nova aplicação front end o CSFB entra na concorrência para receber o Lafferty Cyberforum Award na categoria Melhor Site de Instituição Bancária.